quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Quatro anos sem você por “perto”.


Quatro anos sem você por “perto”,
Que saudade de correr para o telefone e ouvir um “Oi” do tipo mineiro.
Mas a dor veio forte, calou sua voz, deixei arquivada em tom de música, vídeos, mas alem de tudo, arquivado em meu coração, memória... posso nesse momento fechar os olhos e imaginar o sorriso, a risada de um mineiro que sabia ser humano, coisas que com o tempo as pessoas esquecem, e você não esqueceu.
“Erro tanto, sou humano, que o orgulho pode cegar meu coração”.
Imagino que não, ele não te pertencia, não era de sua natureza o chamado orgulho, mas que “...as vezes a dor pode me calar...”, Sim, a terra perdeu um amigo, mas o céu ganhou um anjinho, você se calou, mas deixou um pouco de ti a cada pessoa que por muito ou por pouco tempo viveu com você, deixou um pouco de si e levou um pouco de nós...
A saudade será eterna, não se pode apagar momentos vividos, houve uma pausa no dia 15 de Dezembro de 2006, um susto, um choque...mas aqui estou, com coração que apertou, uma saudade que aumentou, é normal sentir saudade de quem fez ou faz parte de nossa história, não foi porque você partiu, que a saudade acabará, ela permanece... você está na esquina ao lado, não está muito longe, você se foi, seu cômodo em meu coração, está ocupado, pela saudade que ficou em seu lugar!
“...Mas as folhas secas,mostram o que existiu!!”

sexta-feira, 29 de outubro de 2010



Somos jovens, fácil viver, se mover, se diverti, se "virar".
Espanto em olhar para os dias de hoje e vê o quanto os idosos estão sendo maltratados, por pessoas da própria família...Vovôs e Vovós, os quais com tanto amor cria filhos, netos, bisnetos. quisá tataranetos...e aos seus 80 e tantos anos são apenas deixados pelas ruas, sentados em bancos aos prantos, com medo de voltar para casa e apanhar, ser trancados, passar fome.
Isso que escrevo aqui, digamos que, "baseado em fatos reais".
Com meus olhos vi, com minhas mãos peguei em uma mão fraca, sem força que pedia socorro, que apelava por carinho, amor...alimento!
Precisei me recompor, para e ouvir a "Música do Silêncio" após ouvir as histórias que muitas vezes repetidas como se fosse a primeira vez,como se nunca tivesse contado para alguém, como se tivesse acabado de acontecer, histórias de como o mundo era, de quando "era nova" o que fazia, o que pensava...e secar lagrímas de dizer como tudo está.
Banco, dinheiro, roupa, cartões, remédios...Asilo...Asilo?!?!Sim, "Casa de repouso", é pra lá que se vai mais um...em meus olhos, apenas caíram águas salgadas, consideradas lágrimas ao ouvir em meio a voz tremula de choro, da idade ao dizer... "Graças a Deus! Agora vou viver em Paz!"..."Eu ainda acho que vou encontrar alguém conhecido por lá"
Hoje aqui, desabafando... e amanhã?!?!
Amanhã, irei dá um beijo de "Que Deus acompanhe"...por mais uma vó que ganhei em apenas 4 dias!Mas que tanto me ensinou!

terça-feira, 6 de julho de 2010

Paro...vejo o passado entre frases, fotos, prosas.
Penso... e aonde tudo se perdeu?
Aonde poderei apertar a tecla de voltar e reviver, fazer diferente o dia de hoje?
Quando o tempo passa e fica em nós aquela gota de saudade de um dia que já foi, o que fazer quando relemos as histórias, as promesas?!
Fico tentando imaginar se todas aquelas palavras foram deletadas, ou se ainda posso com elas tentar fazer o Amanhã diferente, relembrando, revivendo, reforçando um cuidado antigo.
Poderia eu, apontar cada trecho de uma boa partilha.
Poderia eu dizer, que queria que tudo voltasse como era antes.
Poderia eu dizer, que é culpa do tempo que corre demais.
Poderia eu dizer, apenas que....Sinto Falta!
Falta daquilo que já tive.
Falta do que um dia aconteceu.
Falta do que um dia imginei ter para sempre.
Falta por naquele tempo poder AMAR e saber da reciprocidade...
....e por hoje continuar Amando e não saber qual é a verdade.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Grito!




A garganta seca, dá aquele nó, uma sensação de ardor...é, aliviaria se nesse momento pudesse GRITAR, permita-me ?! AHHHHHHHHHHHHHHHH.Não, não saiu som, não alivio, escreverei, talvez quem sabe!
Em um trecho do livro "de amor e amizade" de Clarice Lispector, fico com essa estrofe a qual me chamou atenção

"Um grito! de cansaço. Estou cansada(...) Amar nunca impediu que por dentro eu chorasse lagrimas de sangue,Nem impediu separações mortais. Filhos dão muita alegria. Mas também tenho dores de parto todo os dias. O mundo falhou para mim, o que me resta?Viver automaticamente até que a morte natural chegue.Mais sei que não posso viver automaticamente, preciso de amparo e é do amparo do amor."

E é assim, casada, lágrimas, pois nunca ninguém me disse que não poderia chorar,nunca tive um filho, mas sei quão trazem alegria, mas também já me disseram como é a dor do parto, colicas fortes, dores, contrações a dor desse parto ainda não tive, mas existem outro tipo de Parto-Partida, quem não sabe o tamanho dessa dor segunda, e é dessa dor que falo hoje....
Fico com ela...até o amparo!



quarta-feira, 16 de junho de 2010

És o sentido

Nenhuma palavra melhor para explicar o momento que a letra de uma música...
Cada estrofe diz um pouco do que sinto, passo, VIVO...

Quero te dar meu coração
À luz de uma nova decisão
De amar-te mais que a tudo
Que um dia eu possa ter
Abraçando então o que é real
Provando e amando o essencial
E escrevendo a nova história
Vivendo em teu amor
Minha vida é toda tua
Os meus planos, os meus sonhos
De nada vale o existir
Se não for pra te ofertar
E em cada passo descobrir
Que o tempo esconde o que é eterno
Que tu és o sentido,
Ó meu Senhor... de tudo

terça-feira, 25 de maio de 2010

Recomeço


O tempo pode passar, mais jamais apagar o que é verdadeiro.
Quando pensei que o que foi não poderia mais SER, os encontros que passou não mais fossem ter reencontros, as saudades não mais se tornassem saudade, ficassem apenas em ausência e falta. Enfim, quando acreditei que estava tudo perdido, e tivesse acostumado a viver assim entre saudade x falta, basta uma chance para que todo gelo no fogo se queimasse.
Percebi que estava enganada que quando pensei em estar “fechada para balanço” não estava, a saudade estava adormecida e agora acordou, dispertou, recomeçou.
Conversas, risos, passeios, momento simples que fazem ficar gravado ali, o eterno, uma nota sem pestana em um violão desafinado, trás a felicidade de um encontro corrido, mas bem vivido, e que será pra sempre guardado.
Vivemos como se nada tivesse acontecido, o tempo no passado que pausou, foi apenas um tempo passado, um tempo que ao relembrar trás perdoes, recomeço e novamente o amor, a saudade, o amigo verdadeiro para que em novos acordes , ao som de um violão, a música tocada possa ser outra, cantada em tom maior, a alegria que é ter um amigo de verdade.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Tempo


Como poderia definir o tempo? Perguntei ao Aurélio ele me disse o seguinte:
-Série ininterrupta e eterna de instantes.
- Época determinada.
- Época (relativamente a certas circunstâncias da vida, ao estado das coisas, aos costumes, às opiniões).
Ele me disse em média 17 descrições sobre o tal “tempo”...mas ainda me pergunto, o que é não ter tempo?
Não ter tempo talvez seria não ter um membro da família chamado tempo?
Seria um primo chamado tempo, ou seria uma tia?
Sei lá, sei que o tempo muitas pessoas estão vivendo sem, e procurando tê- lo, eu não quero procura-lo, tempo se faz, você pode estar corrido, não conseguir conciliar horários, mas quando queremos conseguimos, basta ajeitar-se, e encontrar seu tempo, seja ele para o que for.
Imagino que ele( o tempo) não seja uma “pessoa” tão má, pois muitos colocam a culpa nele, e coitado, mal sabe o porque de ser tão falado.
Quanto vale seu tempo? Posso comprar apenas uma hora?
Xi falei em comprar e após comprarmos algo temos a cobrança, e qual diferença de cobrança e tempo?
Cobrança, em meu ver é cobrar o que se tem, mas ainda está em débito
Tempo, é não ter aquilo que se tem em qualquer 5 minutos do dia
Então concluo que, nem tudo que sentimos a falta por nãoTER é considerado cobrança, pode ser a falta de tempo já que esse ( é costume)...
Mas e aí, o que é o tempo?
Continuo sem saber.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Uns vão, outros vêm...


Pessoa vêm, pessoas vão,
Cada um de nós, já nascemos dentro de uma familia, pessoas que consideramos tios,tias,primos,primas...não escolhemos, quando nascemos muitos já estão lá nos rodiando.
Crescemos e no crescer vamos conhecendo mais pessoas, coleguinhas de jardim de infância...com o passar do tempo vamos tendo conosco colegas que contam as novidades de um final de semana( na rodinha que a tia faz na escolinha), vamos a cada dia aumentando no grupinho, vemos as qualidades e os defeitos, aprendemos a concordar e discordar, o que é certo e errado, enfim, crescemos.
Chegamos em uma etapa que, nós "escolhemos" aqueles que queremos ter em nossa vida, aqueles amigos que são mais que irmãos, que não precisamos falar, nos entender através de olhares, julgamos muita das vezes ser "pra sempre"...mas o pra sempre existe?!?!Não sei...
Hora penso que sim, hora sei lá...
Quando crescido estamos, conhecemos um pouco mais de saudade, sabemos que ela dói e sentimos quando não vemos alguém ou algo, saudade de um parente que mora longe, de amigos que moram longe,etc...
Com o passar do tempo, a saudade de uns se torna ausência...
Talvez não saiba o que é estar ou ter alguém ausente.
Estar ausente por correrias diárias, se fazer ausente apenas por escolha, star ausente e nã reconhece...o problema que, saudade podemos sentir e tentar amenizar, a ausência é fruto de uma saudade prolongada, onde já não há o motivo do reencontrar...estar longe causa saudade, mas prolongar essa saudade pode fazer que acreditemos que viver sem, é o mesmo que com...

"Que eu sem você, é como você sem mim..."